O amor corroeu minha espinha dorsal

O amor corroeu minha espinha dorsal,
Me fez sertão de mim
Neurastenia,
Um hipocondríaco que come as próprias vísceras.
Visitou os berços desacreditados e como um ato de birra se fez apenas palavra no barulho frêmito, sentou-se na mesa e calmamente no tumulto inscreveu-se.
O amor matou-me na tíbia, pulverizou penas e ossos.
Em aréolas tonificadas de vinho e vermelho manchou os precipícios das tuas edificações.
Admirou no reflexo da água o narcisismo dos catetos opostos.
Errou de pessoa e fez seu engano o fluxo do rio.
Eu tenho um jeito estranho de ter e receber amor e paz.

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