Auto-ato-verso Antropofágico

Engolir os próprios olhos é olhar para dentro.

Olhar para dentro é descobrir um novo mundo em si – nas vísceras, e

enxergar que nem sempre o negro é o lado mais obscuro.

É necessário um aspirador de pó, janelas abertas, água da pia descendo no ralo,

Eu tenho visto corpos padecerem, rótulos em plásticos, moedas oscilando

no chão até adquirirem a estabilidade de não serem mais oscilação.

Eu quero a voz do poeta, a intuição do profeta a lua que míngua e menstrua.

Encontraremos nossos próprios ares, quando nossos ossos se ralarem,

quando desapercebidos trocarmos de trem.

As têmporas avulsas entra na vulva do tempo, enquanto os amantes dizem

palavrinhas carinhosas no ouvido e o jogador quebra seus naipes.

Engolir os próprios olhos é a barbaridade necessária, a transmutação

muda,sentir o oco da barriga e a fome de comer o mundo!

 

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