Em fruta verde mordida

http://mylusciouslife.com/colourgreen-fashion-home-decor/Pensamento tem cor, pensamento tem cheiro, som e especto. Eu carrego em mim os ambientes que vivi, eu sou em mim o passado. Eu sou o ambiente do passado, eu carrego uma cadeira, sofá, guarda-roupa, uma sala de livros, os cheiros dos livros, eu carrego um grito numa sala, tudo do significante e não significante cabe no pensamento, me alimento do eco transcendentes das minha ações em pressa que me massageia. Pensamento cabe no byte e na bike – eu ando de bicicleta e entro no presente com os objetos imobilizados, costuro meus olhos neles para poder arrefecer do passado. Estou na sala vazia do escuro para procurar o cerne frio, me esquentar na descoberta e clareira dele. Eu sou fruta verde. Minha repetição é um trem desgovernado que quer encontrar em si o poder de acordar o maquinista às 07:00 horas da manhã e fazer ele freirar a máquina de lata que bate no pensamento. Cada repetir uma cor, uma voz e um murmúrio. A sala do presente estática, adquirida por uma compreensão ligada por duas extremidades, duas sustentação a punho em redes com os elementos em broca, em parafusos e engrenagens. Busco sozinho permanecer quase sem ego no presente, para a livre e estonteante escolhas dos meus objetos.

Vou amontoando-me sentado, riscando as palavras como um artesão que risca a madeira. daqui a pouco todo passado e anseios futuros estará aqui- nas palavras. Não quero falar das dores, mas do alívio depois do vômito. Do corpo limpo em estado de graça, que por mais lacrimejante que estejam os olhos, sossega o seu alívio no vermelho da flor acima da mesa. É um fim de tarde, o sol se quara eterno, banha-se por trás das árvores,o olho do lobo nu me procura com a alegria dos dentes a  quebrar a casca, e a língua a lamber as últimas substâncias da fruta. Quero nas mãos a sagacidade do corpo deixado pela velocidade, é ela o elo vital. Uma cerra transparente risca entre dois abismo sufocante, vejo jorrar ontologia dele; subjetividade. Como uma pé que sai de um gene, a subjetividade me estonteia.  Amaro sai de mim, daqui a pouca a Elza e o João. A madeira que tudo cria o tudo é rígida, preciso cheirá-la antes de construir qualquer coisa com as palavras, preciso que ela seja transicional para poder transportar o meu ser até a infância, faço dela pedaços, coloco na sopa, no sabonete do banho e na cama. Se observar bem, a própria madeira possui desenhos na sua pele, quero apoderar até a raiz, ficar encharcado pelo tecido. Ser as fagulhas ardentes da sublimação. Quero um pensamento juá e um pensamento sabão, quero produzir espumas no cimento liso, quero o cimento liso transformado em madeira de artesão, em fruta verde mordida.

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