A Casa do Caralho

http://authenticfauxhemian.tumblr.com/post/72043634530/madamecuratrix-jeffknightpotter-photo-by
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Sejam bem-vindos a esta casa feita de baluarte e rocha, construída com muita impaciência e discrepância. Sei que você já ouviu em algum momento na vida falar sobre ela ou recebeu o seu convite, ou convidou alguém. Eis que lhe apresento A Casa do Caralho. Nela há os corações fudidos  ou aliviados quando pronunciaram esta inexorável frase, substituindo até em alguns momentos, remédios psiquiátricos . Sei também que muita coisa deveria ir pra lá, como a intolerância religiosa, o preconceito contra negros, gays, nordestinos, pés-rapados, ciganos e todo e qualquer delito contra a liberdade humana, no que diz respeito ao limite do outro. Já outras coisas, insistem em não sair de lá, como os deputados retrógrados, comentários maliciosos de ódio e intolerância em facebook, o bullying, o machismo, etc.. Nela existe apenas uma repartição para as mentes  e coisas brilhantes, como aquele professor do caralho , aquela banda do caralho, a camiseta, a namorada(o), o livro, enfim… todos extremamente bons.

http://www.webdeco.be/dossiers-deco-nl/curieuze-trend.htm
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Perdoe-me os eruditos, ou as pessoas gravemente intolerante ao título desse texto ( oriundo de uma cena traumática ou não). Mas essa frase, possui outros eufemismos. Como, por exemplo, a música “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” do cantor e compositor Roberto Carlos. Oras Pow! ele poderia ter substituído a frase por “E que tudo vá para a Casa do Caralho…” seria o mesmo efeito, mas ele preferiu colocar um freiozinho. Eu juro que ele pensou. Ele me contou semana passada (não conta pra ninguém, por favor!). Encontrarás também um museu com relíquias do passado,  o resto de madeira que queimou Joana D’Arque, a guilhotina que cortou a cabeça de mentes brilhantes, o copo com o chá de cicuta que matou o grande Sócrates, o “tratamento” da castração química que usaram no Turing e algumas ideias ultrapassadas que estavam na Caixa de Pandora. O homem não aliviado com a Pós-Modernidade, esqueceu de ler e reler os antigos e abriu a porra da Caixa. Ainda bem que ficou a esperança.

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 Ninha que vivia no vigésimo sétimo andar, comeu o pão mofado que o diabo chamado Alberto, seu marido, amassou. Viveu 27 anos com o condenado: apanhava, era traída sem o menor pudor e invisibilidade. A coitada era de uma família rural e religiosa, criou-se num ambiente de inocência e sem pressa no tempo. Seu pai lhe apresentou o cujo gajo, dizia que ele era um homem de posses e respeito. Casou-se foi com um trancudo e na primeira noite já sentiu a desgraçada que o destino lhe aguardava. O homem era de uma barba troncha e os seus traços de rosto não tinha nenhum senso de organização. Jogou a mulher na cama de vara na primeira noite e foi logo dizendo – Mulher abre a priquita!  (quando queria, pedia assim)!

Ela tomou um susto com aquele bicho grande, cabeludo e duro. Não sabia para que servia, não sabia que o que deveria servir, nunca tinha visto algo igual na vida. Mas Alberto sabia o que queria- e sabia muito bem! Aquela noite nunca que foi pós-casamento pra ela. Foi um estupro sem igual. O homem a comia como um canibal enlouquecido de fome comeria um frango assado na grelha. Ela ficou pasmada com o impacto carnal e não reagiu, sentiu um alívio quando ele terminou. Quando viu o sangue entre as pernas , e não era de menstruação, desmaiou. Só veio acordar e limpar-se no dia seguinte. Repito, foram 27 anos de sofrimento, tiveram dois filhos lindos e finalmente no decurso da terapia (escondida do marido) conseguiu sair das mãos do infame. O grand finale aconteceu quando um dia Alberto, chegou do trabalho e encontrou a casa quase vazia de imóveis. O seu filho de 15 anos foi o último a ficar (demorou arrumar a mala)

Alberto (sem reação): Mas o quê que isso filho?

Filho: A mãe se separou do senhor pai, não tá sabendo?

Alberto: Que palhaçada é essa? Cadê a sua mãe

Filho- Dá uma olhada na sacada do prédio !

Embaixo, Alberto via uma grande combe e em cima dela os colchões amarrados.

Filho: Ela disse que deixou para o senhor a geladeira, o fogão e o armário. Não me permitiu passar o endereço para onde vamos.

Alberto (irritado): Aquela vagabunda! Cretina…. Vamos lá!

(Os dois desceram correndo pelo elevador)

Ao chegarem lá, o filho imediatamente entrou no automóvel pela porta de trás junto com sua irmã. Ninha estava elegante na boleia do automóvel, com lenço na cabeça, ray ban e unhas vermelhas.

Alberto (irritado e em desespero): O que é isso Ninha?

Ninha( calma): Isso o quê Alberto?

Alberto (fala esbravejante): Você estar de brincadeira comigo! Desça daí, pare com essa palhaçada! Você não pensou em mim, para onde irei sem a nossa família?

Ninha (muito calma): Vá sozinho para A Casa do CA-RÁAA-LHO, seu filho da puta!

 (com raiva): Motorista, arranque o motor! (Seus lábios gesticulava ao dizer a última frase).

O motorista (possível amante), cantou pneu na pista em frente ao apartamento. Ninha dava risadas contagiantes, enquanto os seus dois filhos, acenava tchau para o pai, que em desespero colocava suas mãos de abandono nos poucos cabelos que tinha na cabeça.

Assim como a história de Ninha, há outras situações e objetos na Casa do Caralho é só rebuscar. Mas não precisa, livremente, ninguém mandar você ir ou mandar alguém (depende da situação).

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