Texto em Branco

Imagem extraída do site: http://www.redbubble.com/people/christianschloe autor: Christian Schloe

Então é isso? Janelas abertas em mil arranha-céus? Eu tô partindo! Chegando em um último momento. Não. Fonte única sobre um único prazer abandonado que se esgotou em surpresas e agora cobiçado. Não se enveredou pelas labaredas do tempo tudo se aspirou em paredes, passados, sementes e caos. Sim, não se desceu pelo cotovelo a paisagem de névoa. Eu queria símbolos, tocar essas coisas.

A hora agora estar redonda, quero comer o que de ti escapas e o que desconheces.

Os vultos dos passados produziram as frutas mais gostosas. É tão negro o perfume e a marca, prefiro olhar por atrás dos olhos esse vento que me sacode sobre os lagos de Adeus.

É uma felicidade doida, eu não a domino. O que eu quero filho é te ver bem e te ver livre, bem de livre de si e que possa abraçar o mundo para que ele te abrace. O mundo é o grande sexo selvagem dos recônditos guardados. O grande tambor da vida tocou naqueles armários empoeirados, eu te toquei, nos  tocamos e acedemos um grande tocha humana. Qual é o guia a eletrizar os meus pensamentos em pó e estrelas? É que uma grande cabeça se iluminou, tu ascendeu e agora respira breve os últimos instantes de éter que se derrama em um coração delgado. Sinto o cheiro das descobertas mais profundas, a minha mão me guia como um sopro livre. Eu sou o pó da poeira mais profunda, vem limpar os meus terreiros, vem cantar o que de mim se libera.

Olha, quantas portas tem você? Quantas fechaduras e quantos enigmas ao contrário em um parede de macinho vermelho terei eu que desvendar? entrei numa frestinha estreita, quase não dava para entrar, vi vários espelhos, estava dentro de uma árvore. Estou pronto a desvendar todos os mistério, mas eis que fico parado. E respiro a grande névoa profunda. Tá ficando escameado, veja. Pode ir embora, o outro estar dizendo. Já tá frio e sua família precisa de você. A grande névoa do sentir. Dizem que eu preciso até um pouco mais de maldade, que eu ando remoendo demais as inconstâncias e que a minha fraqueza vista de longe dá até pena, das vezes em que eu refleti sobre isso eu não me vi no espelho. Dizem até que eu vivo se desviando da realidade.

 Não te durmas essa noite, lá no seu íntimo há grandes ariscos, móbiles geométricos a bailar no céu e eu adunco sob os olhos brilhantes , os grandes elementos febris embaixo das línguas, as cores gigantescas, o grande azul, o perfume que quando eres passado se derrama dentro da própria pele o braço, da própria boca nasce armado e pulsante o infinito gosto pela vida. Não sabia que o grande vento batido foi de outrora pedra do riacho. Os cabelos andino te faz redoma descalços. O tempo é um iste, você estar num isntômetro, um dois, três, instromentros…. O grande sol não viu que o seu próprio sorriso se risco na minha áurea.

Dedicado à C.A

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