Obsessiva Hipermetropia

o-olho-pintura-abstrata

A sombra do vazio é vítrea e se coloriu pelo espaço. Ele nadou pela garganta para alcançar o timbre mais profundo.  O vazio foi chocado pelos esquecimentos. Quando o esquecimento voou deixou vento colorido, eclodiu derramou pela piramidal o vítreo. Escorre pequenas gotas a chuva na janela de vidro, brincam escorregadias, soam formando do outro lado do escuro, quarto-janela, um grande calidoscópio colorido pelas luzinhas vermelhas dos carros –embaçam. Foi um cavalo branco que me carregou pela praia deserta, puxou pelos cabelos as lágrimas.

– O que existe entre sombra e a sua sombra?

– Um Rio!

Foi rachando, escorrendo pelas terminações nervosas das verdades. Circulavam dentro dos verdadeiros vasos sanguíneos os navios rasos, ocuras, palavras sem significados, derivações, arrastões de nuvens, a desafeição e as dez marcas da facticidade.  Quando, pois o grande Javali se tornou o transfigurador da morte, a transada água da córnea se quebrou no espaço enquanto uns grandes corais de cores cantavam a modinha bariátrica. Conseguimos agora, pois, lamber o vento do casaco, absolver as inexistências, as vias elétricas das ambivalências, os resistores, o passado, o passarinho verde solto da gaiola.

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