O ar penetrava e batia nos meus pulmões transformando-se em sangue

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Eu gostei muito daquela fera. Era  linda e esplendorosa. Ela parecia respirar um ar livre dentro do seu peito forte, nu e resistente. Cada um parecia guardar um segredo oculto que se revelava pelos instintos. Senti a minha alma se aflorar pela barriga, como se um bicho estranho urgisse para sair. Buscava o ar, dentro das narinas, também excitadas.

Ela se aproximou com um olhar de desafio. Segurou a minha mão fria, sabendo do que ambos queriam. Senti uma espécie de vergonha no que doeu a cabeça e descontraiu os músculos. Com uma voz suave e diáfana perguntou se, eu, queria ir para a sua toca. Estávamos com os nervos à flor da pele. Gaguejei bastante e ela me abraçou.

-Senti o seu perfume no que elevou os meus tendões.

Em sua toca, éramos duas naturezas cegas comendo uma a outra; cada um com a sua fome voraz que Deus, o Senhor dos Céus, nos deu. O ar penetrava e batia nos meus pulmões transformando-se em sangue. As pernas entrelaçadas e a alma maldita em outra dimensão.

Ela não demonstrava culpa ou medo quando encravava as suas garras dentro dos meus nervos. Cheirava o meu corpo fustigando os meus cabelos. Pedia cada vez mais com o sangue quente.

Escrito em 04/05/2012

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