Que Verdade?

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“Dizeis a verdade e a verdade te libertarás”, estes são um dos epílogos da Bíblia, o problema da verdade é desde  os primórdios da humanidade debatido. A verdade é que ela muda comportamentos, despenca a ironia, pode desfazer laços sentimentais, faz-se nascer à ira ou a alegria, dentre outros sentimentos. Estar sempre inserida dentro de um contexto, normalmente  imposto por dilemas beirando ou se inserido totalmente na ética. Em seu cerne ela pode aparecer rude, cruel, amarga, mas é necessário conhecer todas os seus compartimentos para se seguir além dela. A Filosofia se detém por fim, a corrigir aos embasamentos do pensamento, prefiro pessoalmente se deter a ideia de Haberman diz que a filosofia se envolve em colocar um caminho em direção da razão, das luzes, portando leva ao caminho da verdade.

Não basta apenas dizer que a mentira é o oposto, há intensões como causas, distorcendo sentimentos. No set um importante autor a ser colocado é Santo Agostinho de Hipona que afirmava que a mentira pode representar uma verdade em um outro contexto. Se vivemos em uma época que as verdades são soltas como uma “bucha na cara” não se pode deixar de dizer que também vivemos numa época de ressentimentos, de chegar a hora e a vez de dizer tudo o que sentíamos. Por outro lado, no que tange aos aspectos humanos, não pensamos nas consequências da grande verdade. Não que ela deva ser negada, analisemos apenas os aspectos em que foi exposta.

Se existe uma grande e maior mentira ela é aplicada ao nosso dia a dia, a mentira de ver e não sentir, causado pelas ânsias da atualidade. Ouvir e não escutar, causado pela poluição dos nossos pensamentos. Ela se aplica, sobretudo a nossa solidão. Quem tem medo de ficar sozinho? O quanto não aproveitamos nossa nudez de estarmos conosco mesmo. Há quem tenha verdade e não saiba coloca-la na prática, digamos por conseguinte que esta pessoa tenha um fraco discurso. Não saber se defender, colocar argumentos a seu favor pode causar grandes consequências. Algumas verdades tem que ganhar o perfume da sedução. Voltando a Haberman no que se aplica a fala e discurso, o autor discorre que a fala preenche a maior parte do nosso cotidiano, tendo como base numa incongruência de ideias ou não, quando há pode se ter um debate, uma rejeição, dúvida, dando características ao empasse.  Já no discurso temos uma autoafirmação da fala do interlocutor, ditas por outros modos para maior clareza. Como não lembrar também de Focault na produção de sentido e significado, no modo da interpretação. Eu interpreto por muitas vezes àquilo que faz sentido para mim, a linguagem é diferente da palavra, a semântica diferente da sintaxe. Todo esse prelúdio na análise do discurso leva-se em conta para não se “trumbicar-se” nas palavras e causar um mal estar no sentido.

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